
A utilização de cisternas é o meio considerado mais apropriado para o depósito desse líquido. No campo, os criadores mantêm essa forma há mais tempo, garantindo água para o abastecimento dos animais e limpeza de galpões. Assim diminui o gasto dos poços artesianos, que servem para a manutenção da família.
Nos grandes centros esse armazenamento passa a ser realidade. Construtoras estudam métodos que permitam a reutilização da água da chuva. É o caso da Diamond Construtora e Incorporadora, em Lajeado. A empresa já iniciou a obra do edifício Santos Dumont, na rua de mesmo nome, Centro, que deve ficar pronta em 2012. Vai ser o primeiro prédio do Vale do Taquari com reaproveitamento da chuva. Nas suas paredes as cores que se aproximam do cinza para uma ideia considerada “verde”.
Todo líquido que cair na área da edificação vai ser destinado a uma cisterna, que tem capacidade entre 60 mil e 70 mil litros. Com bomba é jogado para o reservatório no alto do prédio. Daí a água coletada vai para as caixas de descarga dos banheiros. A expectativa, conta o diretor da Diamond, Gustavo Schmidt, é de que substitua totalmente o meio convencional. “Em períodos de chuvas normais o nosso objetivo é que fique somente com esse sistema”, adianta. Na média se acredita numa redução de pelo menos 70% no gasto com água no banheiro.
Tudo isso é possível em terrenos que dispõem de espaço. “Imagina que uma piscina de quatro metros por oito metros tem capacidade para 30 mil litros. Vai ser o dobro”, compara Schmidt. O custo de produção é maior, mas este é compensado com a valorização da propriedade e a redução dos gastos com água.
Controle
Essa não é a primeira iniciativa que visa a redução do consumo nos prédios construídos pela Diamond. Há cerca de quatro anos foi iniciada a instalação, para cada apartamento, de hidrômetros, que medem a quantidade gasta. “Assim existe maior consciência dos proprietários, pois sabem que tudo que for consumido vai ter que ser pago e não como nos outros casos, que a despesa é incluída no condomínio e dividida”, afirma Schmidt.
A empresa estuda outras formas que possam ser viáveis para diminuir o custo de manutenção dos consumidores e menor uso dos recursos naturais. Exemplo é a organização de espaços que permitam maior aproveitamento da luz solar e a “minuteira”, que acende as luzes dos corredores com sensor de presença, o que evita desperdício.
Economize
Manter a válvula da descarga acionada por seis segundos gera um gasto de dez litros de água. O sistema acoplado à bacia sanitária gasta quase 50% a menos.
Saiba mais
Para se fazer o aproveitamento da água da chuva em sua residência é preciso construir um sistema para captação, filtragem e armazenamento da água. A captação é feita com a instalação de um conjunto de calhas no telhado, que direcionam o líquido para um tanque subterrâneo ou cisterna, onde ela será armazenada. Junto a esse reservatório é necessário colocar um filtro para retirada de impurezas, como folhas e outros detritos, e uma bomba, para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável. Embora não seja própria para beber, tomar banho ou cozinhar, a água da chuva tem múltiplos usos numa residência. Entre eles, a rega de canteiros e jardins, limpeza de pisos, calçadas e playground, além da lavagem de carros (gastos que representam cerca de 50% do consumo de água nas cidades), além de descarga de banheiros e lavagem de roupas. Para isso, no entanto, é preciso alterar as tubulações já existentes e construir um sistema paralelo ao da água potável.
Fonte: O Informativo do Vale
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