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Sustentabilidade na Construção

Eduardo Moreira *

Fundamentada sobre os pilares ambiental, social e econômico, a sustentabilidade induz a cadeia produtiva da construção a uma direção definitiva: sua produção não pode ser mais pensada somente com foco no produto final. Mas avaliando e adotando os critérios desse novo conceito em todas as suas etapas.
A amplitude do termo sustentabilidade nos remete à importância do setor e às suas responsabilidades com o habitat, tendo em vista a sua particularidade de grande consumidor de recursos naturais e energéticos, além de gerador de resíduos, e de tudo que isso implica.

Seguindo o viés ambiental do conceito da sustentabilidade, a cadeia da construção deve estimular todos os seus elos ao consumo e produção sustentáveis. Os empreendimentos devem ser concebidos e planejados a partir de premissas, como a escolha de materiais ambientalmente corretos, de origem certificada e com baixas emissões de CO2; com menor geração de resíduos durante a obra; cumprindo as normas de desempenho; suprimindo menores áreas de vegetação; demandando menos energia e água em todas as fases – construção e uso – e que possam ser amplamente reaproveitadas no fim de seu ciclo de vida.

Na execução do projeto, a construção sustentável deve prever também o atendimento às normas de segurança e à formalidade das contratações. Premissas que constituem parte do pilar social do conceito mais amplo de sustentabilidade, já que trazem benefícios sociais para os envolvidos no processo produtivo. Na verdade, o pilar social deve sustentar ações que não degradem a condição de vida das pessoas, além de contribuir para a evolução socioeconômica da população.

Isto é, a construção civil é uma “Indústria da Edificações de sonhos” e tem, dentre outros, o relevante papel de proporcionar qualidade de vida aos cidadãos, oferecer-lhes condições salubres para sobrevivência, além de contribuir para o desenvolvimento do país através da geração de emprego e renda e todos os benefícios que daí advém. Principalmente o de tornar a vida mais humana, digna e com menos violência. Cumpre portanto, sua importante função social, que vem sempre associada à função econômica.

Como resultado da tomada de consciência por parte do nosso setor, desse amplo conceito de sustentabilidade, surgiu o “Guia de Sustentabilidade na Construção”, lançado recentemente pela Câmara da Indústria da Construção da Fiemg sob a coordenação do Sinduscon-MG.

O Guia é o início de uma longa caminhada. Uma importante saída da inércia. Uma ‘espinha dorsal’ para a indução dos elos da cadeia produtiva da construção para que produzam trabalhos específicos a serem incorporados a ela e, assim, difundir o conceito da sustentabilidade no nosso meio. Agora, esperamos que essa tomada de consciência coletiva do setor seja, de fato, transformada em iniciativas reais. Temos certeza que a sociedade e o planeta agradecerão a iniciativa.

* Vice-presidente de Materiais, Tecnologia e meio ambiente do Sinduscon-MG.
Fonte: Jornal hoje em dia, data 03/10/2008

Veja as Fotos da Nossa Participação na ExpoConstrução Minas 2008

Veja como foi a ExpoConstrução Minas 2008
Realizado nos dias 16 a 20 de setembro no Expominas.
CONFIRA AS FOTOS:

Venda de material de construção sobe 46% em julho

A febre de lançamentos das incorporadoras entre 2007 e 2008 está influenciando o faturamento das empresas de material de construção, que atingiram marca inédita no mês de julho. A elevação de 46,12% nas vendas é a maior alta da série histórica do setor na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a julho, as vendas cresceram 30,9%.

"Os números de julho surpreenderam o setor, já que a base de comparação já era alta", diz Melvyn Fox, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção). Em relação ao mês anterior, a alta foi de 9,52%. "Achamos que continuaria crescendo, mas com uma velocidade menor."

A alta foi puxada pelos materiais básicos, cujo faturamento aumentou 50,1% em relação a julho do ano passado. Segundo Fox, os produtos básicos - como cimento, aço, tubos e conexões - venderam mais, pois a maior parte dos empreendimentos lançados ainda está em fase inicial. Atualmente, 60% do faturamento das empresas vem do varejo (consumo formiga) e 40%, das construtoras.

Ainda segundo dados da Abramat, o faturamento dos materiais de acabamento teve uma elevação de 28,43% em julho contra o mesmo mês de 2007. "No final do segundo semestre, os materiais de acabamento devem crescer mais", diz.

Por conta desse aumento da demanda, a capacidade ociosa das indústrias do setor teve uma redução importante. No início de 2006, era de 30%, caiu para 20% no início deste ano e agora já está em 15%. De acordo com Fox, com exceção de alguns problemas pontuais, não há falta de produto.

O levantamento da Abramat, feito pela FIA/USP com 46 indústrias do setor (que representam mais de 50% do universo), também mostra que 55% das empresas pesquisadas têm intenção de fazer novos investimentos até o final do ano para atender a evolução da demanda. Em julho, o número de novos funcionários nas empresas de materiais subiu 9,82% em relação a 2007.

O aquecimento do mercado interno reduziu as exportações de material de construção. A queda foi de 21,8% no mês julho e de 11,65% no acumulado dos sete meses de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado.

(Valor Econômico - 20/08/2008)
Fonte: Instituto Brasileiro de Siderurgia - IBS

Lojas de materiais de construção apostam em experiência diferenciada no PDV

Por Thiago Terra

O ponto-de-venda das lojas de materiais de construção começa a oferecer experiência ao consumidor através de espaços ambientados e diferenciados para que o cliente se sinta em casa e consiga imaginar o azulejo da loja em seu banheiro, por exemplo.

Quando chega a hora de construir ou reformar a casa, o consumidor procura por qualidade de produtos e serviços visando o bem-estar de sua família. Por isso, as lojas de materiais de construção aderem à tecnologia e investem cada vez mais em estratégias de Marketing diferenciadas que não deixem a casa cair. E nem as vendas.

Informação e experiência ditam as regras nos PDVs deste setor e são questões bastante discutidas em estratégias de Marketing das empresas do ramo. Para fornecer a melhor experiência com os produtos, as lojas se apóiam na tecnologia e na criatividade para se diferenciar da concorrência.

Construindo experiência

A experiência no PDV das lojas de material de construção precisa encantar o cliente como em qualquer outro segmento. Neste caso, existem diversas maneiras de impressionar o consumidor. “Podemos fazer uma analogia com obras públicas porque assim o político fica mais visível para o seu eleitorado”, compara a professora do núcleo de varejo da ESPM, Heloísa Omine, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Uma ambientação faz com que o consumidor imagine o produto em sua casa e, assim, facilita a oferta de outros produtos para compor todo o ambiente da casa. “Para quem compra um fogão, é mais fácil vender uma cozinha completa. A recomendação é de que as lojas de material de construção sempre tenham um espaço ambientado e climatizado”, avalia Heloísa.

E é exatamente assim que a C&C Casa e Construção trabalha os seus pontos-de-venda no Brasil. De acordo com Mauro Florio (foto), diretor de Marketing da companhia, a loja oferece tudo o que é possível dentro da imaginação do consumidor. “Trabalhamos com iluminação, som e mídia eletrônica para gerar um envolvimento e oferecer o que o consumidor precisa e o que ele pode precisar através de um atendimento personalizado”, diz Florio em entrevista ao site.

Tecnologia para pregar a mensagem

A interatividade está em alta no mercado mundial. Seja em qualquer setor da economia, lá está o cliente “conversando” com a máquina. Sem tubos, mas com grande conexão com o consumidor, as empresas de material de construção estão percebendo que a revista de decoração não está mais dando conta das obras imaginárias que povoam a mente do consumidor no PDV.

Mostrar o produto para o consumidor é o melhor meio de interagir porque tem o toque, a iluminação. Para o cliente escolher a melhor campainha para a sua casa é necessário tocá-la antes. “O setor de jardinagem, por exemplo, tem que ter um frescor, temperatura controlada e não apenas jogar plantas na prateleira. Interação é o que o cliente procura”, avalia o diretor de Marketing da C&C.

Telas de LCD, imagens e informação. Cada vez mais parecido com uma loja de eletroeletrônicos, os pontos-de-venda dos estabelecimentos voltados para a construção buscam a tecnologia para atrair e complementar a venda. “Enquanto o cliente está parado na frente de uma lata de tinta ele não obtém nenhuma informação sobre o produto. Com um monitor podemos até ensiná-lo como fazer uma pintura”, explica Florio, da C&C.

Além do trabalho do vendedor, a tecnologia pode ajudar ainda mais o consumidor a escolher o produto para a sua casa. Enquanto o treinamento dos vendedores está baseado em números de tabela de mercado e variedade de produtos que compõem o estoque das lojas, a tecnologia vai além. “Com a tecnologia o PDV fala direto com o cliente usando informações que levam a compra, mostrando os atributos do produto. Pesquisas mostram que a tecnologia ajuda a fixar um produto na mente do consumidor”, acredita João Luiz, Gerente de Marketing da Amoedo Construção e Decoração.

Da mente para o PDV

Algumas empresas do setor de construção desenvolvem estratégias de Marketing que vão além das tecnologias disponíveis e das experiências oferecidas ao cliente. Algumas lojas realizam até eventos nos pontos-de-venda regularmente. “O setor de tintas de algumas lojas oferecem palestras sobre a textura dos produtos e a recepção é feita com café da amanhã para os participantes. Isso também acontece na área de metais”, conta Luiz em entrevista ao Mundo do Marketing.

Na C&C a degustação dos produtos já é aplicada e atualmente o setor hidráulico da loja criou a demonstração dos produtos no ponto-de-venda. “Hoje temos uma ducha de água que permite ao cliente testar o produto, aliada à tecnologia com uma tela de LCD que explica as características do produto através de um documentário”, diz Mauro Florio.

Como em muitas campanhas de Marketing de diversos segmentos, o PDV que oferece produtos de materiais de construção trabalha com o imaginário dos consumidores. Porém, uma das maiores preocupações dos “chefes de obra” é a capacidade de entrega das empresas. “Uma boa opção é oferecer a segurança de um serviço de pós-venda, para que ele tenha a quem recorrer se precisar. É preciso convidar o consumidor a fazer parte do universo somado à ambientação e tecnologia”, diz Heloísa Omine, professora da ESPM.
Profissionais de Marketing diferenciados

Com tantas ações e estratégias inovadoras no ponto-de-venda, o profissional de Marketing deste setor precisa achar a porca certa para o parafuso da comunicação ideal com o público. “O profissional desta área tem que ser um eterno buscador de novos formatos e estratégias. Não é necessário buscar novidades a todo o momento, e sim aplicar a estratégia e avaliar os resultados”, ressalta Heloísa.

O mercado de materiais de construção oferece produtos praticamente iguais em sua essência. Por isso é cada vez mais necessário que o Marketing mostre essas igualdades de forma interessante, através de harmonia no ambiente, e, melhor ainda, destacando os diferenciais. “Muitas consumidoras decidem na hora e é aí que o profissional de Marketing se destaca, através de um bom ambiente na loja, bom atendimento e profundo conhecimento sobre o produto”, aponta o diretor de Marketing da C&C.

Se diferenciar é oferecer o que a concorrência não pode ou não tem. Com o aumento de lojas que montam parte da casa do cliente na loja, a Amoedo aposta na tendência. “Temos uma hidromassagem funcionando na loja. Estamos desenvolvendo uma loja a céu aberto, com experiências diferenciadas em jardinagem. Sem falar dos fornecedores que já começam a fabricar produtos com responsabilidade social, que é o que o consumidor procura hoje”, completa o gerente de Marketing da Amoedo.

Fonte: Mundo do Marketing: Publicado em 13/8/2008

Indústrias da construção civil projetam crescimento

Após registrar um crescimento de 28,21% no primeiro semestre do ano, as indústrias da construção civil continuam otimistas com os resultados de julho e agosto

A sondagem da confiança das 50 empresas associadas a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), revela que 87% delas acreditam que o fechamento dos negócios no mercado interno de julho - que será fechado na segunda quinzena de agosto -, deve apresentar resultado positivo (bom e muito bom) em relação ao mesmo período do ano passado.

Para este mês, a projeção das empresas integrantes da entidade, como Basf, Alcoa Alumínio, Henkel, Papaiz, Prysmian Energia e Tupy Fundições, é manter este patamar positivo (87%) de vendas.

"Nos últimos dois anos, o mercado vem apresentando expansão significativa, puxada principalmente pelos prazos longos, crédito fácil, aumento de renda da população e incentivos fiscais do governo", explica o presidente da Abramat, Merlyn Fox.

Em relação ao mercado externo, o Termômetro Abramat aponta uma divergências de opiniões sobre o desempenho das exportações. Das 50 companhias questionadas, 45% apostam em um bom desempenho das embarcações em julho e 55% responderam regular, ruim e muito ruim. Esse resultado se repete nas expectativas para agosto.

"A supervalorização do real frente a moeda norte-americana está afetando a exportação das mercadorias brasileiras para o exterior, Para melhorar este cenário teria que se adotar a redução da carga tributária para exportação dos materiais de construção brasileiros", aponta Fox.

Sobre as ações do governo o levantamento comprovou que em junho 65% das indústrias de materiais de construção têm boas expectativas em relação às ações do governo para o setor nos próximos 12 meses.

Nota-se que as empresas de base (tijolos e cimentos) apresentam uma expectativa otimista um pouco mais acentuada (77%), enquanto as empresas de acabamento (tintas e pisos) apresentam índice de 56%.

Em razão de todos incentivos do governo, mais da metade das indústrias de materiais de construção (55%) informou em julho, que pretende realizar investimentos relevantes nos próximos 12 meses.

Diante deste desempenho positivo das indústrias no início do ano, a Abramat revisou de 12% para 18% sua previsão de crescimento do faturamento em 2008.

Fonte: met@lica Jornal

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