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Produção de aço deve seguir fraca no primeiro trimestre

Produção de aço deve seguir fraca no primeiro trimestre

Especialistas só esperam algum aumento mais expressivo na produção siderúrgica nos trimestres seguintes

Natalia Gómez - AE

Em resposta à queda da demanda da indústria, a produção mundial de aço deve seguir fraca em 2009, ao menos no primeiro trimestre, em linha com os números registrados nos últimos meses do ano passado. Os especialistas só esperam algum aumento mais expressivo na produção siderúrgica nos trimestres seguintes.

Conforme projeção do banco Citi, a produção global de aço no acumulado de 2009 deve cair 8%, passando de 1,346 bilhão de toneladas para 1,237 bilhão de toneladas. Em 2010, a previsão é de 1,25 bilhão de toneladas de aço bruto, o que representaria recuperação de 1%.

Em 2008, a produção começou a se retrair no início do segundo semestre, com o agravamento da crise mundial. Em dezembro, a produção de aço somou 84,4 milhões de toneladas, volume 30% menor do que em maio, que havia sido o melhor mês do ano, quando foram produzidas 119,9 milhões de toneladas. No acumulado do ano, a produção global caiu 1,2%, bem abaixo da previsão inicial de crescimento de 6,8%, feita pela Associação Mundial do Aço.

Apesar de negativa para o setor, a queda da produção faz parte de um esforço das siderúrgicas para tentar conter a queda dos preços. Até o momento, essa estratégia foi bem sucedida, uma vez que os preços começaram a apresentar uma recuperação em janeiro na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos, o que significa a primeira alta desde o segundo semestre.

Recuperação de preços

Segundo analistas, esta recuperação nos preços é uma evidência de que existe espaço para o consumo se recuperar parcialmente nos próximos meses. Outro indicador de que o mercado pode melhorar ao longo do ano é o fato de que a produção na China cresceu 11% em dezembro ante novembro, passando de 35 milhões de toneladas para 39 milhões de toneladas.

Para as mineradoras, o ano também deve ser desafiador. Atentos à queda de demanda da siderurgia, os maiores produtores de minério anunciaram expressivos cortes na oferta no ano passado. A brasileira Vale reduziu sua produção de minério em 30 milhões de toneladas no ano passado, equivalente a 9,5% da sua produção, além de ter diminuído a produção de níquel e pelotas de ferro.

Estas medidas levaram à demissão de 1,3 mil funcionários no Brasil e no exterior. Na visão de especialistas, novos cortes serão necessários em 2009 para equilibrar oferta e demanda neste mercado. O preço do minério, negociado anualmente entre as mineradoras e seus clientes, deve ter a sua primeira retração em 2009, devolvendo parte dos 370% de ganhos acumulados nos cinco anos anteriores. O Citi prevê uma queda de 30% nos preços do insumo neste ano, e uma redução adicional de 10% em 2010. Os mais pessimistas preveem um recuo de até 50% no preço do minério em 2009.

Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas e Setores, serviço de informações e análises sobre o setor corporativo da Agência Estado.

Fonte: AE Investimentos - Agência Estado

O orçamento da obra depende de você

 

Parece natural que o monitoramento rigoroso dos gastos esteja entre as maiores preocupações das construtoras. Afinal, sabe-se que empresas, trabalhadores e sociedade só têm a ganhar quando as perdas de materiais, tempo e recursos naturais são controladas. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo, sobretudo no período em que a economia brasileira sofreu com a alta inflação, em que o desperdício não era entendido como sinônimo de dinheiro jogado fora e a preocupação com a eficiência estava longe de ser prioridade.

"Mas muita coisa mudou e, hoje, o controle sobre o que entra e o que se gasta em um canteiro é muito maior", revela Francisco Ortega Franco, com três décadas de experiência como mestre-de-obras e atualmente funcionário da Tarjab. Ele conta que a necessidade de reduzir os custos gerou muitas mudanças nas obras. "Um indicador foi o surgimento de novas tecnologias que permitiram adicionar produtividade e reduzir o desperdício, como as bisnagas de aplicação de argamassa", exemplifica o mestre. "O mercado se tornou mais competitivo e a sociedade mais exigente em relação aos impactos ambientais gerados pela construção. Não à toa, os coeficientes de produtividade e custos foram otimizados, bem como os controles ambientais aprimorados", reitera Leonardo Telles Horta, gerente-executivo de Qualidade, Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Camargo Corrêa Engenharia e Construção.

Nesse contexto de mudança de postura, o pessoal de obra, em especial mestres e encarregados, têm papel fundamental, já que a economia de material é conseqüência de um trabalho bem coordenado por esses profissionais.

Rodrigo Palma, gerente de obras da Company, lembra que é papel do mestre garantir que os projetos sejam rigorosamente executados e que o memorial descritivo seja obedecido. Da mesma forma, é de sua responsabilidade o acompanhamento de todos os trabalhos da obra como conferente e orientador, garantindo que não haja perdas nem retrabalhos decorrentes de falhas executivas e mantendo a obra dentro dos custos programados.

Giancarlo de Filippi, diretor da Unidade de Gerenciamento de Obras do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), também destaca a importância da atuação dos mestres na gestão das equipes de produção, coordenando as tarefas, organizando e motivando os funcionários para obter a produtividade necessária para o cumprimento das programações. Segundo ele, o mestre pode contribuir, também, ao gerir e organizar o canteiro, ao propiciar locais e condições adequadas de estoque, assegurar que não ocorram perdas durante o transporte de materiais e evitar que os serviços já finalizados sejam danificados por outras equipes. "Com esse tipo de cuidado pode-se, por exemplo, evitar perdas de tempo, com espera para o uso do guincho, estoques intermediários desnecessários, ou mesmo danos em materiais, com quebras, uso inadequado, perda de validade etc.", complementa o diretor do CTE.

DICAS

Como você pode ajudar a reduzir custos e melhorar os resultados da obra

» Fique sempre de olho na produtividade e na qualidade dos serviços executados para não ser preciso refazer etapas. Lembre-se de que velocidade e qualidade precisam estar sempre juntas

» É fundamental que o mestre tenha noções básicas de orçamento de serviços, em especial, saiba quantificar homens/hora e consumo de materiais

» Também é importante a experiência, para identificar, de maneira rápida e fácil, os pontos que, no processo produtivo, funcionam como gargalos

» Aproveite ao máximo os sistemas e ferramentas que induzam a produtividade e reduzam o desperdício

» Canteiro de obras organizado e limpo, evita perdas de materiais com transporte. Respeite as recomendações de estocagem dos fabricantes

» Uma obra é como uma linha de montagem e alguns serviços só podem ser começados quando outros terminarem. Planeje e cumpra os cronogramas

» Trabalhe sempre com metas e objetivos claros e que possam ser atendidos por todos

» Lembre-se que pessoas motivadas sempre produzem mais e melhor

Pedras no caminho

Entre as diversas etapas construtivas, a de acabamento é a que concentra os maiores índices de perdas. O curioso é que isso não ocorre porque essa fase abrange serviços mais complexos, mas pelo fato de se permitir que diversas equipes iniciem novas frentes de serviço sem a finalização das anteriores. "Muitas vezes as equipes deixam alguns pontos por finalizar, os chamados rabichos, que prejudicam os demais serviços e fazem com que, posteriormente, tenham que voltar ao local para terminar apenas aquele trecho, com uma produtividade bem menor e gerando desperdício de material e tempo", explica de Filippi.

Esse tipo de situação mostra que, embora boa parte das empresas já tenha se conscientizado sobre a necessidade de se controlar os custos, ainda há muito que avançar nesse campo.

"Um obstáculo a ser superado para o controle de custos efetivo pelos mestres-de-obras é o despreparo da mão-de-obra, como pedreiros, serventes, carpinteiros e outros", acredita Rodrigo Palma.

O engenheiro Leonardo Horta também atribui à pouca escolaridade a dificuldade de se implantar um controle de custos mais rigoroso. Mas lembra que já foram desenvolvidas ferramentas que, se não resolvem o problema, pelo menos ajudam a driblar essa condição. Esse é o caso do modelo de células de trabalho, que prevê a divisão das tarefas entre pequenas equipes lideradas por um encarregado. "Com objetivos e metas claras e mensuráveis, acompanhadas semanalmente por indicadores de desempenho, esse modelo alavanca a responsabilidade e o comprometimento dos colaboradores, estimula o trabalho em equipe, elimina perdas e retrabalhos e favorece o atendimento dos resultados esperados das obras, sem prejudicar a qualidade do produto, a segurança dos colaboradores e a preservação do meio ambiente", acredita Horta.

 Fonte: Revista Equipe de Obras

Marcelo Rosenbaum - Dica de Captação de Água Pluvial

OndaPluv recebe Prêmio Destaque 2008 do IMEC


OndaPluv

Temos a satisfação de comunicar que a OndaPluv foi homenageada com o prêmio IMEC 2008 (Instituto Mineiro de engenharia Civil) na categoria "Calhas e Rufos".

O IMEC reconhece com essa premiação a iniciativa daqueles que preservam o conceito de qualidade, inovação tecnológica, utilização harmônica dos produtos e serviços, o custo benefício e a satisfação do cliente, contribuindo para o desenvolvimento da Engenharia.

Agradecemos a todos os clientes por mais esta conquista.

 

 

MGTV - Vida Reciclada: água tratada da chuva tem utilidade

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