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Chuva que provoca transtornos pode representar economia (SPTV)

A semana começou com sol e os termômetros chegaram a 27ºC na Grande São Paulo.

Nós próximos dias teremos mudanças. Nesta terça-feira, o dia começa com muitas nuvens, depois o sol aparece e a temperatura vai subir, até chegar a 31ºC. Esse tempo abafado pode provocar chuva na Grande São Paulo. Os meteorologistas dizem que o risco de pancadas intensas é de 70%, principalmente durante a tarde.

E essa chuva, que costuma provocar muitos transtornos na capital, representa uma fonte de economia para condomínios residenciais.

Para irrigar o belo jardim todos os dias, José Fernandes da Silva, o zelador do prédio, tomou um cuidado. Fixou uma placa explicando de onde vem á água que jorra da mangueira. "A gente está sempre lavando a calçada, molhando as plantas. As pessoas sempre questionam que a gente está gastando muita água, vai faltar água para a população".

O sistema de reaproveitamento coleta a água pelas calhas do telhado. Ela é armazenada numa cisterna na garagem. Uma bomba envia o líquido precioso para as torneiras. A chuva canalizada também serve para lavar as áreas comuns do edifício e a calçada.

A idéia veio da moradora, Cláudia de Menezes. Há dois anos, quando era síndica, Cláudia investiu R$ 3.800 para implantar o reuso. Já no mês seguinte, viu a conta de água do condomínio despencar. "Uma conta que girava em torno de R$ 5 mil reais mensais foi para R$ 3.500". "Esse dinheiro vai para o fundo de reserva, que agora vai ser usado, na reforma da guarita de segurança do prédio e também para cumprir os casos de inadimplência", afirma a atual síndica, Maria Cecília Higuchi.

A captação da água da chuva pode tirar um peso do bolso e da consciência. Quando ocorre um temporal e parte dessa chuva fica armazenada no prédio, o volume de água que chega às ruas é menor e o risco de enchentes também.

Só neste verão, São Paulo registrou cerca de 500 pontos de alagamentos. Em uma cidade dominada pelo asfalto, a chuva não tem por onde escorrer. Mas o especialista, Hubert Gebara, vice-presidente do Secovi, alerta. Para evitar riscos de contaminação na água, só empresas qualificadas podem instalar o sistema de reuso. "Se for feito tratamento adequado, de acordo com normas técnicas, é mínimo ou zero. Mas se não houver é alto o risco de infecção".

Fonte: SPTV - 2ª edição

No Dia Mundial da Água, humanidade está preocupada com a substância

No Dia Mundial da Água, humanidade está preocupada com a substância

Flávio Dilascio, Jornal do Brasil

RIO - Definida no Aurélio apenas como “líquido incolor e inodoro, composto de hidrogênio e oxigênio”, a água acaba passando desapercebida no cotidiano como uma das substâncias mais importantes do planeta. Além de ser o principal constituinte do corpo humano, a famosa H20 é responsável pela vida de quase todas as espécies da Terra, além de atuar na regulação da temperatura da mesma. Neste domingo, comemora-se o Dia Mundial da Água. E não há motivos para celebrar. Em várias partes do mundo, as pessoas estão sem acesso adequado à água. E o quadro só tem piorado com o passar dos anos.

Segundo dados da Unesco, a África é o continente onde o problema é maior. São 340 milhões de pessoas sem acesso a água potável e 500 milhões sem saneamento básico adequado. Isto sem contar que essa situação pode se agravar ainda mais com os problemas ambientais enfrentados pelo planeta, como a poluição e o aquecimento global.

Segundo o Greenpaece e as Nações Unidas, existe uma necessidade iminente de se proteger os oceanos. Atualmente, apenas 1% das áreas oceânicas do planeta está protegido nas chamadas AMPs (Áreas Marinhas Protegidas). A ONU defende que este número tem de subir para 30% a longo prazo. O Greenpeace vai mais longe, declarando uma necessidade de proteger 40% das áreas marinhas do planeta. Dados bem altos para uma humanidade que parece não ter noção da dimensão do problema.

– Posso dizer que a situação da água no mundo é extremamente preocupante. Já há várias áreas do planeta onde a água está escassa, devido à poluição e ao esgotamento das fontes naturais – alerta o diretor/presidente do Instituto Brasil PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Haroldo Lemos. – Segundo dados da ONU, em 2023 já teremos cerca de 23 países sem água.

Prenúncio de guerra

Com a falta de água no mundo, a poluição dos mares, lagos e rios e o agravamento das mudanças climáticas, é esperado que se forme uma tensão entre alguns países à respeito do tema. Tal problema poderia desencadear até um conflito bélico, na visão de estudiosos e pessoas diretamente ligadas ao assunto.

– É perfeitamente possível que um dia tenhamos uma guerra por água. A própria ONU já admitiu isso – comentou Haroldo Lemos. – Outra coisa que pode acelerar este processo é o fato de todos os modelos matemáticos dizerem que, no futuro, teremos mais chuvas nas regiões temperadas e menos nos trópicos. Ou seja, os países menos desenvolvidos podem ter menos água ainda e isso pode gerar um conflito.

Esta semana, foi realizado, em Istambul, o Fórum Mundial da Água. Dele participaram autoridades e representantes de entidades competentes de diversos países. Um dos representantes brasileiros foi José Machado, presidente da Agência Nacional de Águas. Apesar das trocas de experiência e cooperação, o encontro serviu para deflagrar a enorme diferença na questão da água entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento.

– Existem países que estão em posição de vanguarda, como Espanha e França. A União Européia como um todo está muito bem, assim como a Austrália. O Brasil está nesse batalhão de vanguarda, embora ainda enfrentemos problemas – opinou o presidente, que confirmou que a África e parte da Ásia são as zonas mais críticas do planeta.

Fonte: Jornal do Brasil

 

Sistema ecológico de coleta de água das chuvas nas escolas de Florianópolis

Prefeitura quer ampliar nas escolas o sistema ecológico de coleta de água das chuvas

A Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, buscando se adequar ao conceito de sustentabilidade, vai ampliar para mais duas unidades educacionais o sistema de aproveitamento de água de chuva. Farão parte do projeto a Creche Rio Vermelho e a nova Escola Básica dos Ingleses, ambas em construção.

Implantado no primeiro semestre de 2008, o programa já beneficia o NEI Armação, NEI Ingleses, Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes (Campeche) e Escola Básica João Gonçalves Pinheiro (Rio Tavares).

O sistema ecológico consiste em captar a água das chuvas, por meio de calhas. Na seqüência ela é armazenada em uma cisterna específica, após passar por uma filtragem que retém resíduos sólidos, como folhas e demais impurezas.

Essa água é bombeada para uma caixa d´água exclusiva , que alimenta os vasos sanitários e torneiras para lavagem de calçadas e para regar as plantas. Nesse sistema não há o contato da água coletada pelas chuvas com a água potável. Existe, sim, um registro independente que alimenta a caixa coletora, com água da Casan, em período de estiagem.

Ricardo Medeiros

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis

OndaPluv presente no Seminário “Sustentabilidade e Tendências Globais” promovido pela FIEMG

Preservar a natureza para garantir a sobrevivência do homem

Durante o seminário “Sustentabilidade e Tendências Globais”, promovido hoje na sede da Fiemg, em Belo Horizonte, o economista e professor da PUC-RJ, Sérgio Besserman Vianna, adotou um discurso que chamou a atenção de todos os presentes. À frente da câmara de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro, o ex-presidente do IBGE e ex-diretor do BNDES foi enfático ao afirmar que a preservação da natureza é uma questão de sobrevivência da raça humana. Disse que o homem é o único responsável pela destruição do ecossistema e classificou o aquecimento global como a maior agressão global existente em nossos tempos.

“Tudo o que o homem faz esquenta o planeta. Estamos em um caminho que pode não ter mais volta”, assinalou Vianna. “Vivemos em um mundo movido à base de combustíveis fósseis, que emitem gás carbônico e são extremamente nocivos ao meio ambiente”, completou.

A mudança climática, na visão do especialista, traz a reboque outros cinco grandes desastres ambientais, que são a crise dos recursos hídricos, degradação dos oceanos, aumento da desertificação, crise de biodiversidade e expansão do buraco da camada de ozônio.

O alarme de que podemos estar seguindo um caminho sem volta ainda possui uma solução, ressaltou Vianna. E ela está na mudança do pensamento de como a economia e a sociedade devem desenvolver. Em outras palavras, o homem precisa inovar, mudar sua forma de agir e adotar a bandeira do desenvolvimento sustentável.

“Sustentabilidade deve ser um conceito inserido na agenda de todos nós. É uma questão de evolução, como dizia Charles Darwin. Quem não evoluir, ficará de fora. No caso das indústrias, as que ignorarem esse novo conceito, estarão descartadas do mercado em pouco tempo”, alertou. Sérgio Besserman Vianna estuda as conseqüências econômicas e sociais da mudança climática global desde 1992. Ele é membro da ONG World Wide Found for Nature (WWF).

O seminário “Sustentabilidade e Tendências Globais” faz parte do Ciclo de Formação Redes Sustentáveis 2009, promovido pelo Núcleo de Responsabilidade Social da Fiemg. O evento contou ainda com palestra do gerente de Sustentabilidade da CPFL Energia, Henrique Lian.

 

 

Sol para água limpa

Sol para água limpa

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Cientistas irlandeses estão utilizando a nanotecnologia para aprimorar um método de baixo custo para a desinfecção da água por meio da luz solar. O objetivo é minimizar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde humana.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,8 milhão de pessoas – a maior parte crianças com menos de 5 anos – morrem anualmente em decorrência do consumo de água contaminada. Esse quadro deverá se agravar ainda mais com o aquecimento global, de acordo com os relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Estudos coordenados por Patrick Dunlop, professor da Escola de Engenharia da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, têm o objetivo de desenvolver fotocatalisadores nanoestruturados para aplicação em um equipamento de baixo custo que utilize a energia solar para purificar a água em regiões carentes.

A pesquisa – que faz parte do projeto Sodis (acrônimo para “desinfecção solar”, em inglês) financiado pela União Européia – foi apresentada por Dunlop durante o Workshop on Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship (“Workshop sobre empreendedorismo e física e química das mudanças climáticas”), na sexta-feira (27/2), na sede da FAPESP.

O evento, que faz parte da programação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, integrou as atividades da Parceria Brasil-Reino Unido em Ciência e Inovação.

“A idéia é aprimorar as estratégias de desinfecção solar, desenvolvendo uma tecnologia social com base no aumento do volume de água tratada pelo Sodis, ampliando a eficácia e a velocidade do processo com uso de fotocatalisadores nanoestruturados”, disse.

O método, segundo Dunlop, é caracterizado por uma grande simplicidade: consiste em depositar água em garrafas PET, que são colocadas sob o sol por um período de cerca de 6 horas, normalmente sobre os telhados das casas, antes do consumo. Estudos anteriores mostraram, por exemplo, que crianças com menos de 6 anos que utilizaram água submetida à desinfecção solar tiveram sete vezes menos probabilidade de contrair cólera.

“O Sodis proporciona uma ação efetiva contra uma ampla gama de patógenos, com um processo muito simples e custo praticamente nulo. Por outro lado, alguns patógenos ainda são resistentes e há problemas para garantir a qualidade e as condições da garrafa”, disse.

Segundo ele, o projeto é realizado em diversos países da África, Sudeste Asiático e América Central, além de Peru, Equador, Bolívia e Brasil, onde foi implantado na comunidade de Prainha do Canto Verde, na região de Fortaleza (CE).

Recurso cada vez mais escasso

De acordo com Dunlop, o projeto é uma tentativa de contribuir para alcançar as Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas, que incluem a redução pela metade, até 2015, do número de pessoas sem acesso à água potável no mundo. “Atualmente há mais de 1,1 bilhão nessa condição. A cada ano ocorrem 4 bilhões de casos de diarréia, sendo 88% decorrentes de uso de água contaminada”, disse.

Dunlop afirma que, de acordo com o IPCC, a situação de falta de acesso à água tende a piorar. “As mudanças climáticas acarretarão aumento da intensidade de precipitações e também períodos mais longos de seca. Isso exacerbará a poluição da água, com impactos nos ecossistemas e na saúde, além do aumento dos custos operacionais dos sistemas hídricos”, apontou.

O pesquisador citou o IPCC ao lembrar que o acesso à água deverá cair mais de 20% até 2050 em amplas regiões dos Estados Unidos, em quase toda a Europa, em toda a parte norte da América do Sul, incluindo o Norte e Nordeste do Brasil, em parte do Oriente Médio e em mais de 20 países africanos. “Mas, nas regiões mais pobres, a falta de acesso à água será mais grave. A contaminação da água deverá aumentar em cidades com favelas e esgotos a céu aberto”, disse.

O grupo coordenado por Dunlop desenvolveu protótipos de equipamentos que utilizam fotocatalisadores para acelerar a desinfecção da água. “O princípio é o mesmo, mas vamos substituir as garrafas PET por um reator de fluxo contínuo que está sendo desenvolvido na Espanha. Depois de uma análise de custo, esses aparelhos, em formato portátil, serão testados em comunidades africanas em 2009”, disse.

Segundo ele, os fotocatalisadores são fabricados com nanoporos auto-alinhados de dióxido de titânio, que têm tamanho controlável e diâmetro regular. “Estamos também desenvolvendo biossensores que indicarão quando a água estará pronta para o consumo seguro. O uso da nanotecnologia poderá aumentar a eficiência e a segurança do processo”, afirmou.

O professor da niversidade de Ulster conta que os equipamentos, que deverão custar o equivalente a cerca de 40 libras esterlinas, serão capazes de realizar a desinfecção de 2,5 mil litros de água por dia. E poderão também gerar atividade econômica nas comunidades carentes.

“O ponto principal é que se trata de uma tecnologia social. Portanto, essas comunidades serão envolvidas no próprio ciclo de produção do equipamento. Essa geração de uma atividade econômica é a principal vantagem em relação à alternativa de simplesmente fornecer bactericidas, mantendo a população dependente da ação de ONGs e governos”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

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