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Data: 24/06/2010
A Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que representa as 138 mil lojas de material de construção no país, divulgou nesta segunda-feira, 14 de junho, pesquisa interna que indica que o varejo do setor apresentou um crescimento de 8% em maio sobre abril de 2010. Já na comparação entre maio de 2010 e maio de 2009, o desempenho foi de 12% superior.

De janeiro a maio, o segmento de material de construção cresceu 9,5% sobre o mesmo período do ano passado. “Estamos vendo que a tendência ao crescimento tem se confirmado e que 2010 tem tudo para ser o melhor ano da história para o setor da construção civil”, declara Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Perspectiva de crescimento aumenta

Segundo os dados da entidade, a expectativa de crescimento do setor no ano de 2010 aumentou de 10% para 11%. Isto aconteceu porque o setor está bastante aquecido, tanto pela manutenção da desoneração do IPI, quanto pelas obras do PAC e do Minha Casa Minha Vida.

Para a Anamaco, a redução do IPI foi uma das principais responsáveis pela recuperação do setor nos últimos 12 meses, em que o crescimento registrado foi de 6,5%. “As vendas dos produtos beneficiados com a redução do imposto cresceram 20% nos últimos 12 meses. Na prática, esses materiais ficaram em média 8,5% mais baratos para o consumidor final e isso manteve o setor aquecido. Esses itens são importantes porque representam 25% do mix de uma loja”, explica Conz.

Segundo ele, a manutenção da redução do imposto tem gerado ótimos resultados para o setor. “Estávamos passando por um período de antecipação de compras antes do anúncio da prorrogação da redução até o final do ano. O nosso setor funciona um pouco diferente dos demais. Material de construção não se compra por impulso, é uma compra planejada, muito bem pensada”, esclarece. “O que acontece é que, de início no ano passado, a redução não valeu para os estoques e os nossos produtos demoram, em média, de 60 a 90 dias para girarem. Em contrapartida o consumidor já estava exigindo o desconto no balcão, então os lojistas tiveram que trabalhar com preços médios. Em abril deste ano, a prorrogação completou um ano e tivemos uma experiência bastante positiva porque a venda dos produtos com IPI reduzido cresceu em média 20% e ajudou a manter o setor aquecido”, completa.

As obras do PAC e do Minha Casa Minha Vida também tem ajudado a movimentar o segmento, aumentando a produção da indústria e as vendas do varejo. “Muita coisa já foi feita e o Minha Casa Minha Vida 1 e 2 são programas sem precedentes na história deste país. Mas ainda precisamos de mais crédito a juros baixos para que as pessoas continuem acreditando no sonho da casa própria”, finaliza.

Fonte: Imprensa Anamaco

 


Data: 07/06/2010

O varejo nacional voltou a reagir em maio, após ter recuado 1,3% em abril por causa do fim do incentivo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no setor automotivo. O movimento nas lojas, já descontadas as influências sazonais, cresceu 1,4% em maio na comparação com abril, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. O resultado positivo do mês de maio é atribuído à alta de 2,7% no movimento das lojas de material de construção, que havia caído 2,5% registrada em abril.

Segundo a Serasa, também contribuíram para o avanço de 1,4% em maio os segmentos de veículos, motos e peças (alta de 0,6%) e de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (variação de 0,2%). No entanto, houve queda de 0,4% no segmento de combustíveis e lubrificantes e de 0,3% em tecidos, vestuário, calçados e acessórios. O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática registrou estabilidade.

De acordo com a Serasa, no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano a atividade do comércio registra alta de 11%, liderada pelos segmentos de veículos, motos e peças (21,7%) e de móveis, eletroeletrônicos e informática (18,9%), seguido pelo setor de material de construção (17,3%). Nesse critério de comparação, só o setor de combustíveis e lubrificantes apresenta queda (-0,8%). Na comparação de maio deste ano com o mesmo mês de 2009, a alta foi de 11%, puxada pelo segmento de material de construção, que apresentou elevação de 21,2%.

Também se destacaram na comparação os setores de móveis, eletroeletrônicos e informática (variação de 15,6%) e o de veículos, motos e peças (crescimento de 15,4%). Os economistas da Serasa afirmam que fatores como o Dia dos Namorados e a Copa do Mundo deverão impactar positivamente o movimento varejista no fim deste semestre, "a despeito do atual ciclo de aperto monetário que se iniciou no final de abril". Para eles, os reflexos restritivos dos juros mais elevados serão sentidos com mais intensidade pelo comércio varejista a partir do segundo semestre.

Fonte: Monitor Mercantil

 


Data: 18/05/2010
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Data: 21/01/2010
As vendas internas da indústria de materiais de construção deverão ser recordes este ano, crescendo 15% em relação a 2009 e 6% na comparação com 2008, ano em que foram registradas as melhores marcas pelo setor. A previsão é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox.

A expansão para 2010 tem como base a expectativa de construção da maior parte do total de 1 milhão de unidades do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, o aumento do consumo de materiais pelas famílias e o início das obras para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

No ano passado, as vendas internas de materiais encolheram 12,27%, apesar de medidas de incentivo como reduções e desonerações de alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Fonte: Monitor Mercantil


Data: 21/01/2010
O setor de material de construção fechou o ano de 2009 com faturamento de R$ 45,04 bilhões. O resultado, se comparado com o ano anterior, representa crescimento de 4,2%, conforme dados divulgados ontem pela Associação nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

No mês de dezembro, segundo os dados, o crescimento em relação a novembro foi de 4,5%. Já em relação a dezembro de 2008, a alta registrada foi de 20%.

- Sem dúvida, crescer 4,2% em relação a 2008, que foi um ano recorde para nosso segmento, foi um resultado extraordinário. Tivemos uma melhora em março e abril, devido especialmente à redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), promovida pelo Governo Federal. Daí para frente, fomos melhorando mês a mês - disse Claudio Conz, presidente da entidade, acrescentando que o ano de 2009 começou com retração de 15% no primeiro trimestre.

Para Cláudio Conz, o setor está aquecido e as expectativas são bastante positivas.

- Em 2010, para um crescimento do PIB previsto para mais de 5% esperamos crescer acima de 10% - comentou, ressaltando alguns fatores positivos para suas perspectivas como, por exemplo, o forte incentivo da continuidade da redução do IPI, que foi prorrogada até 30 de junho, o impacto do programa "Minha Casa, Minha Vida", desenvolvido pelo governo federal e que vai construir um milhão de moradias nos próximos anos, e a ampliação dos financiamentos.

- Tivemos uma percepção do mercado muito positiva, especialmente no último trimestre de 2009,o consumidor está mais confiante e com mais recursos - disse, salientando que, em 2010, os números dos financiamentos habitacionais com recursos da poupança serão recordes, acima de R$ 40 bilhões, e portanto, bem superiores aos R$ 30 bilhões de financiamentos imobiliários efetuados em 2008 e 2009.

Início de ano aquecido - O mês de janeiro já reflete os bons números esperados para 2010. Segundo dados da entidade, o volume de vendas na primeira quinzena do mês já ultrapassa os 10%, valor bem superior ao mesmo período do ano passado.

- Em função do excesso de chuvas, a demanda por pequenas reformas está sendo muito intensa.

Além disso, de acordo com a pesquisa, dois terços das 55 milhões de habitações brasileiras, hoje, precisam de algum tipo de reforma.

- Assim, temos uma conjuntura favorável, devido à combinação de diversos fatores - completa Conz.

Para Conz, o grande esforço do setor em 2010 será para promover a qualificação dos profissionais da construção.

- Para este ano, a Anamaco está preparando novidades, que serão anunciadas nos próximos meses, em parceria com entidades especializadas, como programas e treinamentos. A função da entidade é compartilhar conhecimento. E na medida em que as pessoas estão mais informadas e melhor preparadas para enfrentar o mercado de trabalho, sabemos que isso alimenta um círculo virtuoso, porque gera crescimento de renda e melhora a qualidade de vida das famílias que, por sua vez, aumentam o consumo. Esta é a lógica do nosso mercado.

Fonte: Monitor Mercantil


Data: 05/01/2009
Parece natural que o monitoramento rigoroso dos gastos esteja entre as maiores preocupações das construtoras. Afinal, sabe-se que empresas, trabalhadores e sociedade só têm a ganhar quando as perdas de materiais, tempo e recursos naturais são controladas. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo, sobretudo no período em que a economia brasileira sofreu com a alta inflação, em que o desperdício não era entendido como sinônimo de dinheiro jogado fora e a preocupação com a eficiência estava longe de ser prioridade.

"Mas muita coisa mudou e, hoje, o controle sobre o que entra e o que se gasta em um canteiro é muito maior", revela Francisco Ortega Franco, com três décadas de experiência como mestre-de-obras e atualmente funcionário da Tarjab. Ele conta que a necessidade de reduzir os custos gerou muitas mudanças nas obras. "Um indicador foi o surgimento de novas tecnologias que permitiram adicionar produtividade e reduzir o desperdício, como as bisnagas de aplicação de argamassa", exemplifica o mestre. "O mercado se tornou mais competitivo e a sociedade mais exigente em relação aos impactos ambientais gerados pela construção. Não à toa, os coeficientes de produtividade e custos foram otimizados, bem como os controles ambientais aprimorados", reitera Leonardo Telles Horta, gerente-executivo de Qualidade, Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Camargo Corrêa Engenharia e Construção.

Nesse contexto de mudança de postura, o pessoal de obra, em especial mestres e encarregados, têm papel fundamental, já que a economia de material é conseqüência de um trabalho bem coordenado por esses profissionais.

Rodrigo Palma, gerente de obras da Company, lembra que é papel do mestre garantir que os projetos sejam rigorosamente executados e que o memorial descritivo seja obedecido. Da mesma forma, é de sua responsabilidade o acompanhamento de todos os trabalhos da obra como conferente e orientador, garantindo que não haja perdas nem retrabalhos decorrentes de falhas executivas e mantendo a obra dentro dos custos programados.

Giancarlo de Filippi, diretor da Unidade de Gerenciamento de Obras do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), também destaca a importância da atuação dos mestres na gestão das equipes de produção, coordenando as tarefas, organizando e motivando os funcionários para obter a produtividade necessária para o cumprimento das programações. Segundo ele, o mestre pode contribuir, também, ao gerir e organizar o canteiro, ao propiciar locais e condições adequadas de estoque, assegurar que não ocorram perdas durante o transporte de materiais e evitar que os serviços já finalizados sejam danificados por outras equipes. "Com esse tipo de cuidado pode-se, por exemplo, evitar perdas de tempo, com espera para o uso do guincho, estoques intermediários desnecessários, ou mesmo danos em materiais, com quebras, uso inadequado, perda de validade etc.", complementa o diretor do CTE.

DICAS

Como você pode ajudar a reduzir custos e melhorar os resultados da obra

» Fique sempre de olho na produtividade e na qualidade dos serviços executados para não ser preciso refazer etapas. Lembre-se de que velocidade e qualidade precisam estar sempre juntas

» É fundamental que o mestre tenha noções básicas de orçamento de serviços, em especial, saiba quantificar homens/hora e consumo de materiais

» Também é importante a experiência, para identificar, de maneira rápida e fácil, os pontos que, no processo produtivo, funcionam como gargalos

» Aproveite ao máximo os sistemas e ferramentas que induzam a produtividade e reduzam o desperdício

» Canteiro de obras organizado e limpo, evita perdas de materiais com transporte. Respeite as recomendações de estocagem dos fabricantes

» Uma obra é como uma linha de montagem e alguns serviços só podem ser começados quando outros terminarem. Planeje e cumpra os cronogramas

» Trabalhe sempre com metas e objetivos claros e que possam ser atendidos por todos

» Lembre-se que pessoas motivadas sempre produzem mais e melhor

Pedras no caminho

Entre as diversas etapas construtivas, a de acabamento é a que concentra os maiores índices de perdas. O curioso é que isso não ocorre porque essa fase abrange serviços mais complexos, mas pelo fato de se permitir que diversas equipes iniciem novas frentes de serviço sem a finalização das anteriores. "Muitas vezes as equipes deixam alguns pontos por finalizar, os chamados rabichos, que prejudicam os demais serviços e fazem com que, posteriormente, tenham que voltar ao local para terminar apenas aquele trecho, com uma produtividade bem menor e gerando desperdício de material e tempo", explica de Filippi.

Esse tipo de situação mostra que, embora boa parte das empresas já tenha se conscientizado sobre a necessidade de se controlar os custos, ainda há muito que avançar nesse campo.

"Um obstáculo a ser superado para o controle de custos efetivo pelos mestres-de-obras é o despreparo da mão-de-obra, como pedreiros, serventes, carpinteiros e outros", acredita Rodrigo Palma.

O engenheiro Leonardo Horta também atribui à pouca escolaridade a dificuldade de se implantar um controle de custos mais rigoroso. Mas lembra que já foram desenvolvidas ferramentas que, se não resolvem o problema, pelo menos ajudam a driblar essa condição. Esse é o caso do modelo de células de trabalho, que prevê a divisão das tarefas entre pequenas equipes lideradas por um encarregado. "Com objetivos e metas claras e mensuráveis, acompanhadas semanalmente por indicadores de desempenho, esse modelo alavanca a responsabilidade e o comprometimento dos colaboradores, estimula o trabalho em equipe, elimina perdas e retrabalhos e favorece o atendimento dos resultados esperados das obras, sem prejudicar a qualidade do produto, a segurança dos colaboradores e a preservação do meio ambiente", acredita Horta.

Fonte: Revista Equipe de Obras

 


Data: 25/08/2008
Após registrar um crescimento de 28,21% no primeiro semestre do ano, as indústrias da construção civil continuam otimistas com os resultados de julho e agosto

A sondagem da confiança das 50 empresas associadas a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), revela que 87% delas acreditam que o fechamento dos negócios no mercado interno de julho - que será fechado na segunda quinzena de agosto -, deve apresentar resultado positivo (bom e muito bom) em relação ao mesmo período do ano passado.

Para este mês, a projeção das empresas integrantes da entidade, como Basf, Alcoa Alumínio, Henkel, Papaiz, Prysmian Energia e Tupy Fundições, é manter este patamar positivo (87%) de vendas.

"Nos últimos dois anos, o mercado vem apresentando expansão significativa, puxada principalmente pelos prazos longos, crédito fácil, aumento de renda da população e incentivos fiscais do governo", explica o presidente da Abramat, Merlyn Fox.

Em relação ao mercado externo, o Termômetro Abramat aponta uma divergências de opiniões sobre o desempenho das exportações. Das 50 companhias questionadas, 45% apostam em um bom desempenho das embarcações em julho e 55% responderam regular, ruim e muito ruim. Esse resultado se repete nas expectativas para agosto.

"A supervalorização do real frente a moeda norte-americana está afetando a exportação das mercadorias brasileiras para o exterior, Para melhorar este cenário teria que se adotar a redução da carga tributária para exportação dos materiais de construção brasileiros", aponta Fox.

Sobre as ações do governo o levantamento comprovou que em junho 65% das indústrias de materiais de construção têm boas expectativas em relação às ações do governo para o setor nos próximos 12 meses.

Nota-se que as empresas de base (tijolos e cimentos) apresentam uma expectativa otimista um pouco mais acentuada (77%), enquanto as empresas de acabamento (tintas e pisos) apresentam índice de 56%.

Em razão de todos incentivos do governo, mais da metade das indústrias de materiais de construção (55%) informou em julho, que pretende realizar investimentos relevantes nos próximos 12 meses.

Diante deste desempenho positivo das indústrias no início do ano, a Abramat revisou de 12% para 18% sua previsão de crescimento do faturamento em 2008.

Fonte: met@lica Jornal

Data: 25/08/2008
Por Thiago Terra

O ponto-de-venda das lojas de materiais de construção começa a oferecer experiência ao consumidor através de espaços ambientados e diferenciados para que o cliente se sinta em casa e consiga imaginar o azulejo da loja em seu banheiro, por exemplo.

Quando chega a hora de construir ou reformar a casa, o consumidor procura por qualidade de produtos e serviços visando o bem-estar de sua família. Por isso, as lojas de materiais de construção aderem à tecnologia e investem cada vez mais em estratégias de Marketing diferenciadas que não deixem a casa cair. E nem as vendas.

Informação e experiência ditam as regras nos PDVs deste setor e são questões bastante discutidas em estratégias de Marketing das empresas do ramo. Para fornecer a melhor experiência com os produtos, as lojas se apóiam na tecnologia e na criatividade para se diferenciar da concorrência.

Construindo experiência

A experiência no PDV das lojas de material de construção precisa encantar o cliente como em qualquer outro segmento. Neste caso, existem diversas maneiras de impressionar o consumidor. “Podemos fazer uma analogia com obras públicas porque assim o político fica mais visível para o seu eleitorado”, compara a professora do núcleo de varejo da ESPM, Heloísa Omine, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Uma ambientação faz com que o consumidor imagine o produto em sua casa e, assim, facilita a oferta de outros produtos para compor todo o ambiente da casa. “Para quem compra um fogão, é mais fácil vender uma cozinha completa. A recomendação é de que as lojas de material de construção sempre tenham um espaço ambientado e climatizado”, avalia Heloísa.

E é exatamente assim que a C&C Casa e Construção trabalha os seus pontos-de-venda no Brasil. De acordo com Mauro Florio (foto), diretor de Marketing da companhia, a loja oferece tudo o que é possível dentro da imaginação do consumidor. “Trabalhamos com iluminação, som e mídia eletrônica para gerar um envolvimento e oferecer o que o consumidor precisa e o que ele pode precisar através de um atendimento personalizado”, diz Florio em entrevista ao site.

Tecnologia para pregar a mensagem

A interatividade está em alta no mercado mundial. Seja em qualquer setor da economia, lá está o cliente “conversando” com a máquina. Sem tubos, mas com grande conexão com o consumidor, as empresas de material de construção estão percebendo que a revista de decoração não está mais dando conta das obras imaginárias que povoam a mente do consumidor no PDV.

Mostrar o produto para o consumidor é o melhor meio de interagir porque tem o toque, a iluminação. Para o cliente escolher a melhor campainha para a sua casa é necessário tocá-la antes. “O setor de jardinagem, por exemplo, tem que ter um frescor, temperatura controlada e não apenas jogar plantas na prateleira. Interação é o que o cliente procura”, avalia o diretor de Marketing da C&C.

Telas de LCD, imagens e informação. Cada vez mais parecido com uma loja de eletroeletrônicos, os pontos-de-venda dos estabelecimentos voltados para a construção buscam a tecnologia para atrair e complementar a venda. “Enquanto o cliente está parado na frente de uma lata de tinta ele não obtém nenhuma informação sobre o produto. Com um monitor podemos até ensiná-lo como fazer uma pintura”, explica Florio, da C&C.

Além do trabalho do vendedor, a tecnologia pode ajudar ainda mais o consumidor a escolher o produto para a sua casa. Enquanto o treinamento dos vendedores está baseado em números de tabela de mercado e variedade de produtos que compõem o estoque das lojas, a tecnologia vai além. “Com a tecnologia o PDV fala direto com o cliente usando informações que levam a compra, mostrando os atributos do produto. Pesquisas mostram que a tecnologia ajuda a fixar um produto na mente do consumidor”, acredita João Luiz, Gerente de Marketing da Amoedo Construção e Decoração.

Da mente para o PDV

Algumas empresas do setor de construção desenvolvem estratégias de Marketing que vão além das tecnologias disponíveis e das experiências oferecidas ao cliente. Algumas lojas realizam até eventos nos pontos-de-venda regularmente. “O setor de tintas de algumas lojas oferecem palestras sobre a textura dos produtos e a recepção é feita com café da amanhã para os participantes. Isso também acontece na área de metais”, conta Luiz em entrevista ao Mundo do Marketing.

Na C&C a degustação dos produtos já é aplicada e atualmente o setor hidráulico da loja criou a demonstração dos produtos no ponto-de-venda. “Hoje temos uma ducha de água que permite ao cliente testar o produto, aliada à tecnologia com uma tela de LCD que explica as características do produto através de um documentário”, diz Mauro Florio.

Como em muitas campanhas de Marketing de diversos segmentos, o PDV que oferece produtos de materiais de construção trabalha com o imaginário dos consumidores. Porém, uma das maiores preocupações dos “chefes de obra” é a capacidade de entrega das empresas. “Uma boa opção é oferecer a segurança de um serviço de pós-venda, para que ele tenha a quem recorrer se precisar. É preciso convidar o consumidor a fazer parte do universo somado à ambientação e tecnologia”, diz Heloísa Omine, professora da ESPM.
Profissionais de Marketing diferenciados

Com tantas ações e estratégias inovadoras no ponto-de-venda, o profissional de Marketing deste setor precisa achar a porca certa para o parafuso da comunicação ideal com o público. “O profissional desta área tem que ser um eterno buscador de novos formatos e estratégias. Não é necessário buscar novidades a todo o momento, e sim aplicar a estratégia e avaliar os resultados”, ressalta Heloísa.

O mercado de materiais de construção oferece produtos praticamente iguais em sua essência. Por isso é cada vez mais necessário que o Marketing mostre essas igualdades de forma interessante, através de harmonia no ambiente, e, melhor ainda, destacando os diferenciais. “Muitas consumidoras decidem na hora e é aí que o profissional de Marketing se destaca, através de um bom ambiente na loja, bom atendimento e profundo conhecimento sobre o produto”, aponta o diretor de Marketing da C&C.

Se diferenciar é oferecer o que a concorrência não pode ou não tem. Com o aumento de lojas que montam parte da casa do cliente na loja, a Amoedo aposta na tendência. “Temos uma hidromassagem funcionando na loja. Estamos desenvolvendo uma loja a céu aberto, com experiências diferenciadas em jardinagem. Sem falar dos fornecedores que já começam a fabricar produtos com responsabilidade social, que é o que o consumidor procura hoje”, completa o gerente de Marketing da Amoedo.

Fonte: Mundo do Marketing: Publicado em 13/8/2008

Data: 20/08/2008

Os números de julho surpreenderam o setor, já que a base de comparação já era alta...

A febre de lançamentos das incorporadoras entre 2007 e 2008 está influenciando o faturamento das empresas de material de construção, que atingiram marca inédita no mês de julho. A elevação de 46,12% nas vendas é a maior alta da série histórica do setor na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a julho, as vendas cresceram 30,9%.

"Os números de julho surpreenderam o setor, já que a base de comparação já era alta", diz Melvyn Fox, presidente da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção). Em relação ao mês anterior, a alta foi de 9,52%. "Achamos que continuaria crescendo, mas com uma velocidade menor."

A alta foi puxada pelos materiais básicos, cujo faturamento aumentou 50,1% em relação a julho do ano passado. Segundo Fox, os produtos básicos - como cimento, aço, tubos e conexões - venderam mais, pois a maior parte dos empreendimentos lançados ainda está em fase inicial. Atualmente, 60% do faturamento das empresas vem do varejo (consumo formiga) e 40%, das construtoras.

Ainda segundo dados da Abramat, o faturamento dos materiais de acabamento teve uma elevação de 28,43% em julho contra o mesmo mês de 2007. "No final do segundo semestre, os materiais de acabamento devem crescer mais", diz.

Por conta desse aumento da demanda, a capacidade ociosa das indústrias do setor teve uma redução importante. No início de 2006, era de 30%, caiu para 20% no início deste ano e agora já está em 15%. De acordo com Fox, com exceção de alguns problemas pontuais, não há falta de produto.

O levantamento da Abramat, feito pela FIA/USP com 46 indústrias do setor (que representam mais de 50% do universo), também mostra que 55% das empresas pesquisadas têm intenção de fazer novos investimentos até o final do ano para atender a evolução da demanda. Em julho, o número de novos funcionários nas empresas de materiais subiu 9,82% em relação a 2007.

O aquecimento do mercado interno reduziu as exportações de material de construção. A queda foi de 21,8% no mês julho e de 11,65% no acumulado dos sete meses de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado.

(Valor Econômico - 20/08/2008)

Fonte: Instituto Brasileiro de Siderurgia - IBS


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