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Data: 05/06/2009
Muito tem-se comentado sobre a possibilidade do aproveitamento da água da chuva. Afinal, ela é considerada limpa, cai do céu, em nossa região costuma ser em grande quantidade, e não gera custo para tratamento. Não pode ser usada para o consumo humano, pelo menos não sem passar pelo processo de limpeza utilizado pela Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan), por exemplo, mas há chance de se utilizar na limpeza de calçadas e veículos, descargas sanitárias e outras formas que não necessitem de potabilidade.

A utilização de cisternas é o meio considerado mais apropriado para o depósito desse líquido. No campo, os criadores mantêm essa forma há mais tempo, garantindo água para o abastecimento dos animais e limpeza de galpões. Assim diminui o gasto dos poços artesianos, que servem para a manutenção da família.

Nos grandes centros esse armazenamento passa a ser realidade. Construtoras estudam métodos que permitam a reutilização da água da chuva. É o caso da Diamond Construtora e Incorporadora, em Lajeado. A empresa já iniciou a obra do edifício Santos Dumont, na rua de mesmo nome, Centro, que deve ficar pronta em 2012. Vai ser o primeiro prédio do Vale do Taquari com reaproveitamento da chuva. Nas suas paredes as cores que se aproximam do cinza para uma ideia considerada “verde”.

Todo líquido que cair na área da edificação vai ser destinado a uma cisterna, que tem capacidade entre 60 mil e 70 mil litros. Com bomba é jogado para o reservatório no alto do prédio. Daí a água coletada vai para as caixas de descarga dos banheiros. A expectativa, conta o diretor da Diamond, Gustavo Schmidt, é de que substitua totalmente o meio convencional. “Em períodos de chuvas normais o nosso objetivo é que fique somente com esse sistema”, adianta. Na média se acredita numa redução de pelo menos 70% no gasto com água no banheiro.

Tudo isso é possível em terrenos que dispõem de espaço. “Imagina que uma piscina de quatro metros por oito metros tem capacidade para 30 mil litros. Vai ser o dobro”, compara Schmidt. O custo de produção é maior, mas este é compensado com a valorização da propriedade e a redução dos gastos com água.

Controle

Essa não é a primeira iniciativa que visa a redução do consumo nos prédios construídos pela Diamond. Há cerca de quatro anos foi iniciada a instalação, para cada apartamento, de hidrômetros, que medem a quantidade gasta. “Assim existe maior consciência dos proprietários, pois sabem que tudo que for consumido vai ter que ser pago e não como nos outros casos, que a despesa é incluída no condomínio e dividida”, afirma Schmidt.

A empresa estuda outras formas que possam ser viáveis para diminuir o custo de manutenção dos consumidores e menor uso dos recursos naturais. Exemplo é a organização de espaços que permitam maior aproveitamento da luz solar e a “minuteira”, que acende as luzes dos corredores com sensor de presença, o que evita desperdício.

Economize

Manter a válvula da descarga acionada por seis segundos gera um gasto de dez litros de água. O sistema acoplado à bacia sanitária gasta quase 50% a menos.

Saiba mais

Para se fazer o aproveitamento da água da chuva em sua residência é preciso construir um sistema para captação, filtragem e armazenamento da água. A captação é feita com a instalação de um conjunto de calhas no telhado, que direcionam o líquido para um tanque subterrâneo ou cisterna, onde ela será armazenada. Junto a esse reservatório é necessário colocar um filtro para retirada de impurezas, como folhas e outros detritos, e uma bomba, para levar o líquido a uma caixa d’água elevada separada da caixa de água potável. Embora não seja própria para beber, tomar banho ou cozinhar, a água da chuva tem múltiplos usos numa residência. Entre eles, a rega de canteiros e jardins, limpeza de pisos, calçadas e playground, além da lavagem de carros (gastos que representam cerca de 50% do consumo de água nas cidades), além de descarga de banheiros e lavagem de roupas. Para isso, no entanto, é preciso alterar as tubulações já existentes e construir um sistema paralelo ao da água potável.

Fonte: O Informativo do Vale


Data: 27/05/2009
São Leopoldo - Em tempos de campanhas para racionalização do uso da água e em uma época em que o Estado amargou dois meses de estiagem, um projeto desenvolvido na Escola Municipal Santa Marta, no bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, está trabalhando a conscientização de 75 alunos entre 5 e 15 anos sobre o reaproveitamento do produto. Por meio do Programa de Ação Socioeducativo na Comunidade (Pasec), da Unisinos, em parceria com as secretarias de Educação, Meio Ambiente, de Serviços Públicos da Zona Norte (Senorte) e a Escola Agrícola Visconde de São Leopoldo, estão sendo implantados encanamentos e caixas d’água para usar água da chuva em irrigação de hortas.

De acordo com a monitora do programa e acadêmica de Biologia da Unisinos, Daiani Fraporti dos Santos, a proposta teve início há mais de cinco anos na escola, sempre no turno oposto ao das aulas. ‘‘Por meio da horta trabalhamos com os alunos questões de cidadania, educação alimentar, preservação e uso racional da água, destinação de resíduos e produção de plantas medicinais. A fase da estruturação do sistema de captação de água da chuva é a primeira fase.’

Horta

Ela explica que a estrutura é composta por duas caixas d’água de cinco mil litros cada e uma caixa de dois mil litros, ligadas à calha da casa do zelador da escola. ‘‘Toda a água que cair da chuva vai para a caixa e depois será usada com auxílio de mangueiras para irrigar nossa horta, na qual plantamos alface, rabanete, beterraba, repolho, couve-flor e aipim na área de 1,6 mil metros quadrados que temos na área do colégio’’, completa o assistente social da Unisinos Paulo Ricardo Dias, que também participa do projeto. A atividade tem a aprovação dos alunos. ‘‘É muito bom saber mexer na terra e como aproveitar melhor a água para não desperdiçar. Além disso, é melhor ficar aqui aprendendo do que em casa ou na rua’’, disse o aluno do quarto ano Irineu Pereira Neto, 11 anos.

Fonte: Diário de Canoas


Data: 05/05/2009
Desde quando a Câmara Municipal de Caçador (SC) foi inaugurada, em 2005, a preocupação aparente com o bem estar da população, acesso para todos e a preservação ambiental estavam explicitas na forma estrutural da Casa Legislativa: rampas e sinalização permitem o acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais aos plenários, para chegar aos gabinetes dos vereadores há o elevador, o consumo de água é racional e comprometido com a preservação do meio ambiente, através de uma cisterna que capta a água da chuva e abastece todo o prédio.

Diante da crise climática em que a região Meio-Oeste e, principalmente, Oeste de Santa Catarina está sofrendo com a forte estiagem, a Câmara Municipal de Caçador, a exemplo do que deveria acontecer com as novas edificações, utiliza de uma cisterna para manter as suas atividades normais. É com a água da chuva, armazenada em um completo e complexo sistema fluvial, que a Casa Legislativa mantém as suas tarefas.

Segundo Rosane Cassol Piroli, auxiliar de serviços gerais do Legislativo, a água captada pela chuva é utilizada em quase todas as atividades. “Nós usamos essa água para regar o jardim, lavar calçadas, janelas, pisos, entre outras. A água potável da Casan é usada na Câmara apenas para as atividades da cozinha e na higiene pessoal nos banheiros”, diz.

Ou seja, a água fluvial abastece toda a estrutura da Casa, desde os jardins, até o vaso dos banheiros. A água da Casan é consumida apenas na cozinha e nas pias dos banheiros para higiene pessoal de servidores e visitantes da Câmara.

De acordo com o engenheiro executor da obra, João Alberto Lima Bruhn, a captação fluvial (água da chuva) tem um sistema de filtro que rebombeia essa água para cima. É uma água de reutilização, lava pisos, calçadas, rega a jardinagem. Hoje em dia, ainda existem projetos com sistemas de tratamento que reutilizam até essa água fluvial usada, pois não é necessária uma água 100% limpa, como a da Casan, para sistemas de hidrantes, por exemplo”, explica ele.

Na Câmara, essa água de reuso é captada pela cisterna, que apresenta dois níveis de bóia. “Uma mais alta, que aciona e direciona a água para a via da cisterna. Já uma outra, mais baixa, é acionada quando a água da chuva não é suficiente, sendo necessária a reposição com a água da Casan. Quando a chuva é abundante, a água excedente vai embora, ou caso não chova por um grande período, e não haja reposição, um segundo nível aciona a água da Casan”, finaliza João.

O objetivo da cisterna é coletar a maior quantidade de água fluvial possível, fazendo com que o uso da água potável fique restrito às pias dos banheiros e à cozinha.

Fonte: Câmara Municipal de Caçador (SC)


Data: 12/04/2009
Alternativa permite ganhos ambientais para as futuras gerações

O engenheiro agrônomo Gilmar da Silva provou, com números, que a utilização da água de chuva não somente oferece redução nos custos das contas como também constitui importante alternativa para economizá-la em escolas, hotéis e fábricas. O pesquisador tomou como estudo de caso uma fábrica de mancais da região de Araras e uma escola pública de Limeira. Para fundamentar sua pesquisa, recorreu à média histórica de chuva de dez anos e às condições de captação das águas, relacionando-as com o preço do metro cúbico. A economia na conta de água da escola, em um ano, foi de R$ 559, enquanto na empresa o valor foi significativamente maior – R$ 2.320, no mesmo período.

O engenheiro descreve sua metodologia e os resultados na tese de doutorado que defendeu na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa foi orientada pelo professor José Euclides Stipp Paterniani.

“Hoje é de vital importância buscar formas que levem ao racionamento de água potável. Uma das alternativas é fazer uso da água de chuva, disponível na natureza, para ganhos ambientais das futuras gerações. É possível usar a água de chuva para descargas, lavagem de pisos e irrigação de plantas, entre outras finalidades”, defende Silva.

Falta lei – O engenheiro fez a coleta de água na fábrica de mancais em quatro pontos distintos – telhado, calha, cisterna e cisterna filtrada para a análise dos aspectos físico-químicos e bacteriológicos. Silva reconhece que ocorreram algumas contaminações bacteriológicas, mas nada que influenciasse negativamente a possibilidade de uso em áreas de produção. A empresa, ao utilizar a água armazenada na cisterna, teve custo anual de R$ 4.918; quando usou somente a rede pública, apresentou gasto anual de R$ 7.238.

O fato de não existir uma portaria ou resolução que discorra sobre o aproveitamento da água de chuva dificultou o trabalho do pesquisador. “Adotei para comparação dos resultados qualitativos as resoluções 274 e 357 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), e a Portaria 518 do Ministério da Saúde para água potável. Por isso, a dificuldade em atender todas as exigências existentes”, afirma Silva.

De acordo com as especificações da Resolução Conama 274, a existência de coliformes termotolerantes foi considerada favorável e demonstrou compatibilidade com as instalações da fábrica. A utilização da água de chuva não compromete os usuários ou colaboradores.

Silva afirma que há necessidade de resoluções que definam os parâmetros de aproveitamento da água de chuva. “Para melhor eficiência do sistema é importante contemplar um método de desinfecção da água após o bombeamento da cisterna”, ensina.

Benefício – No caso da escola, mesmo com uma cisterna de 10 mil litros, a redução de custos foi bem menor. Os motivos são, possivelmente, a maior circulação de pessoas e uma área de captação no telhado menor. Ainda assim, a economia de mais de R$ 500 anuais poderia ser usada em reformas ou em compra de equipamentos. O custo médio anual da escola é de R$ 61.577, sem o aproveitamento da água de chuva.

O benefício maior, diz Silva, é a economia de água da rede pública, que sai dos rios para atividades em que não haveria necessidade de uma substância potável.

Do Jornal da Unicamp

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo


Data: 16/03/2009

Prefeitura quer ampliar nas escolas o sistema ecológico de coleta de água das chuvas

A Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, buscando se adequar ao conceito de sustentabilidade, vai ampliar para mais duas unidades educacionais o sistema de aproveitamento de água de chuva. Farão parte do projeto a Creche Rio Vermelho e a nova Escola Básica dos Ingleses, ambas em construção.

Implantado no primeiro semestre de 2008, o programa já beneficia o NEI Armação, NEI Ingleses, Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes (Campeche) e Escola Básica João Gonçalves Pinheiro (Rio Tavares).

O sistema ecológico consiste em captar a água das chuvas, por meio de calhas. Na seqüência ela é armazenada em uma cisterna específica, após passar por uma filtragem que retém resíduos sólidos, como folhas e demais impurezas.

Essa água é bombeada para uma caixa d´água exclusiva , que alimenta os vasos sanitários e torneiras para lavagem de calçadas e para regar as plantas. Nesse sistema não há o contato da água coletada pelas chuvas com a água potável. Existe, sim, um registro independente que alimenta a caixa coletora, com água da Casan, em período de estiagem.

Ricardo Medeiros

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis


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